não sou fã de nada: o shawn mendes foi meu príncipe de 15 anos
- Malu Patrício

- 17 de mar. de 2025
- 2 min de leitura
é dia do fã e essa é uma série de cinco momentos com artistas que cresceram comigo e formam parte da minha personalidade. que loucura tanta gente nascer no mesmo dia, né? vem ler! esse é o primeiro!
eu compro na planta. todos que vou citar aqui são lotes antigos, mas esses dias parei pra refletir que passei metade da minha vida amando um mesmo homem. meu amor pelo shawn mendes é de anos e é coisa de começar a acompanhar a carreira dele antes mesmo do lançamento da primeira música, quando eu nem tinha idade pra compreender uma possível evolução artística e até então nem tínhamos plataformas digitais pra dar play. sem spotify; sem apple music. foi amor de sete segundos de vine.
aos 14 descobri o mundo das opções de aniversário de 15 anos: festa ou viagem com os amigos. eu morava fora de belém, tinha acabado de me mudar pro interior de são paulo e não tinha parte das experiências da idade, mas graças a deus ainda nasci latina. escolhi, o que é geralmente difícil sendo libriana. queria uma viagem de aniversário — mas contanto que eu fosse assistir um show do meu artista. e posso ser honesta? me pareceu uma decisão fácil pra alguém que viveu de revistas capricho.
hotel, passagens, ingressos e pacote vip. tudo pago pra lisboa em 2017 — e com pelo menos um abraço completamente garantido! mas tinha uma questão: shawn escolhia poucos fãs dentro de um auditório pra uma série de perguntas e respostas como parte da experiência vip. ele aleatoriamente apontava pra alguém da plateia. daí veio o plano: como fazer ele me escolher? eu tava saindo de avaré—sp, ainda que nascida no bairro da cremação, em belém—pa; nada de europa, nada de lisboa. era só uma brasileira num monte de portugueses tentando chamar atenção de um canadense de 18 anos. consegui. é decolonial?
mas também nada era acidente; tudo foi calculado. porque a resposta era simples: blusa amarela do brasil, já que todo mundo iria de preto ou cinza. obviamente inventei isso me baseando completamente em loucuras da minha cabeça adolescente, minha pior versão desatualizada, mas foi de fato um raciocínio que deu certo pra chamar atenção. hoje em dia serve pra autocrítica e lembrete de usar roupas leves amarelas, tênis, óculos de grau, cabelo levemente preso e livro. o plano é o mesmo.
mas em 2017 meu príncipe de 15 me escolheu — e eu já tinha escolhido ele faz tempo.
mas onde eu quero chegar aqui?
foi demais.
foi das mais legais experiências ao vivo da vida.
e eu escolheria de novo.
porque existe uma beleza única em multiplicar momentos com os artistas que dividem as próprias experiências com o mundo.
que a gente continue se montando com pedaços de arte pelo nosso caminho até ficar mais perto de se completar. ser fã é amor — e amar é legal demais!
minhas redes sociais tão sempre abertas pra gente trocar ideia sobre isso :)
me chama lá ✸ @malupatricio








