deveríamos reclamar menos e aproveitar mais?
- Malu Patrício
- 6 de jan.
- 2 min de leitura
Atualizado: 9 de jan.
isso não é uma discussão — por mais que tudo aqui sempre seja —, mas tá tudo bem a gente ver beleza nas coisas e ficar sem escolher nada um pouco
ultimamente tenho visto críticas a tudo — mas peraí, não me entende mal. sou jornalista. a crítica é necessária, faz parte do processo, insere um diálogo com reflexão e valoriza não só o trabalho como arte, mas a qualidade. a questão aqui é uma: existe uma diferença enorme entre crítica e crítica. e sabes bem do que eu tô falando, né?
acredito na existência de uma forma de consumir positiva e saudável que se encaixa dentro da formação dos meus valores. assim como isso vive em mim, também vive o achar que é natural reparar no que ainda pode melhorar. até porque nada nunca tá completamente bom pro mundo como um todo e a existência de pelo menos uma pessoa pra apontar o dedo é um fato da nossa realidade humana. e convenhamos: talvez algo só não esteja bom mesmo.
mas assim como tudo que habita tem forma, também deve ter formato de reclamação. sem formalidades ou norma abnt, mas com um básico: eu falaria isso do mesmo jeito olhando no fundo dos olhos desse alguém enquanto tô sentada de biquíni numa praia tranquila com uma caipirinha na mão?
o nosso problema como comunidade é achar que o que falamos não afeta. assim como na realidade física, o que falamos num virtual também entra nas pessoas; e as vezes até mais sem o contexto ou conhecimento necessário. é que existe uma diferença entre dar pitaco num bar com amigos, num grupo de duzentas pessoas ou numa rede social aberta, ainda que a similaridade seja uma: em qualquer um desses o olho no olho vira palavra ancorada no coração. até parece óbvio, né? mas nem preciso dizer que não é; porque é — simplesmente. porque sim — existe uma impulsividade sem contexto que polariza e expõe detalhes dentro de uma necessidade de validação. porque sim — alguns de nós só gostam de reclamar mesmo.
o que tanto ecoa na cabeça é como existe quem não se diverte e não se desprende num estilo amar tudo, mas não gostar de nada — até ser convencido e mudar de opinião depois. se só se enxerga negativo em tudo, como se repara nas cores que brilham ao nosso redor? será que não é mais válido equilibrar o processo pra visualizar a beleza criada? deveríamos editar a maneira de apontar, não?
não tem resposta — mas tem meu pitaco.
minhas redes sociais tão sempre abertas pra gente trocar ideia sobre isso :)
me chama lá ✸ @malupatricio